Sábado
2 de abril/2005 estive na aldeia. Na saída, fui interpelado por
um cidadão que falou bastante, o suficiente até para que
eu esquecesse de perguntar seu nome e a quem representava. Estava acompanhado
do cacique.
Disse ele que a entrada no local era proibida e que existia um projeto
de uma universidade para construir ali um campus.
Muito bem, não sei se houve divulgação disso e
comi bola em não tomar conhecimento, mas o fato é que
eu não tinha ouvido falar antes de projeto algum de universidade
na aldeia; só se é segredo de estado.
Eles querem introduzir piscicultura e preservar os índios; até
aí de piscicultura e preservar os índios e proporcionar-lhes
vida digna, tudo bem. Entretanto, não podemos deixar de lado
que, tendo São Vicente perdido quase todos seus monumentos históricos
essa praia é um dos últimos locais intactos em nosso município;
um patrimônio que, com os índios lá, há de
ser preservado a todo custo.
Há de ser preservado com os índios e sua cultura sim,
dando-lhes tecnologia para criação de peixes ou rãs
ou camarões, pois a região tem condições
para isso sendo que a natureza não seria devastada com agricultura;
palmitos já não são visto por lá.
Nada contra o progresso e novos campus universitários e locais
não faltam para isso em nossa própria cidade. No entanto,
se em tal projeto houverem edificações e modificações
do que a natureza nos permitiu ter ainda, desde já me declaro
contra. Não sou da turma do "não"; só
contra o local se houverem edificações e obras que desfigurem
a área.
Jorge
Simão Filho
São Vicente