Temos entretanto, aqui, um pensamento:
Levando-se em conta que a pessoa já esteja dependente e pobre,
não tendo o dinheiro para a droga, a lógica é que
a necessidade vai induzí-la a fazer qualquer coisa para conseguir
o dinheiro do vício.
Existindo hospitais ou instiuições que sanem essas necessidades
dos dependentes, dando-lhes drogas grátis, se acalmariam. Portanto,
sabendo que não precisariam mais roubar para sanar o vício,
teriam cabeça para raciocinar e em diante, para que se arriscar
?
Duvida-se que qualquer dependente químico, não prometa qualquer
coisa para livrar-se do vício?
Alguém duvida que viciados tendo onde recorrer gratuitamente para
sanar suas necessidades sem riscos, não optariam por esse caminho,
caindo de pronto os pequenos roubos?
Dos roubos, um relóginho de camelô não vale nada na
troca por droga; uma correntinha de senhora, umas três pedrinhas;
uma bicicleta comum, uma pedrinha e assim vai. Imaginem que para qualquer
pobre manter seu vício, quantas e quantas correntinhas, bicicletas
e outras ninharias serão necessárias serem roubadas por
cada um, por dia, para saciar os vícios, até matando por
isso, pois, de suas casas, a essas alturas já venderam tudo que
poderia valer alguma coisa.
O vício não é saciado uma vez por mês ou uma
vez por semana; tem que ser saciado todos os dias. Quantas ocorrências
policiais teriam por dia se todos esses roubos fossem registrados ?
A função dessas instituições ou hospitais
seria dar droga grátis, cadastrar os viciados e tratá-los.
É necessário enfraquecer os fornecedores que induzem a novos
viciados e sendo as necessidades do vício diárias, estes,
se não fazem um assalto e até matar para conseguir um produto
para troca ou dinheiro, são quem morre de repente, no meio da rua,
no meio do nada, por atiradores desconhecidos, vindos do nada, quando
a conta com o patrão chegou no limite, ficou alta, não foi
paga.
Para estudar o assunto, façam-se
visitas às favelas daqui que são poucas como o Sambaiatuba
e suas derivações, o antigo Porto de Areia e Miau; do Pompeba,
do Parque Bitarú ( vários pontos ), do Sá Catarina
de Morais, do México 70, da Vila Charm, do Vale do Pó, da
Divinéia, da Primavera, do Saquaré, das Caxetas, das últimas
ruas aterradas junto aos mangues no Rio Negro, Parque Continental, Humaitá,
etc.
Quem quiser se ilustrar mais sobre o que ocorre em morros e favelas, tem
um roteiro que sugerimos no Rio, que é prato cheio; é só
fazer e receber as chaves da cidade no final:
Do Andaraí, do Rio Comprido, do Estácio, de São Carlos,
do Borél, da Casa Branca, do Cruz, da Chácara do Céu,
dos Macacos, da Dona Marta, do Turano, do Salgueiro, do Chapéu
Mangueira, da Cachoeirinha, do Encontro, da Vila Cruzeiro, da Cachoeira
Grande, da Gamboa, do Rabo do Rato, do Rato Molhado, do Jacaré,
do Jacarézinho, do Céu Azul, de São José Operário,
da Parada de Lucas, do Fogueteiro, do Cantagalo, da Mineira, da Coroa,
da Coréia, da Baixa do Sapateiro, dos Tabajaras, do Vidigal, da
Rocinha, das Malvinas, da Xuxa, do Pica-Pau, do Juramento, da Providência,
do Livramento, do Chacrinha, do Fubá, do Pinto, da Nova Brasília,
do Buraco Quente, do Pavão, do Sabão, da Coca Preta, da
Fazendinha, do Escadinha, do ÓÓÓ, do Facão,
do 171, do Mão Branca, do Serpente, da Rata Branca, do Querozene,
da Kiki Carabina, do Alto da Central, do 13, da Maldição,
do Andorinha, de Olaria, do Barrão, de Ramos, do Caveira, do Gordão,
do Brisola, de Queimados, da Barreira do Vasco, do Santo Cristo, do Tuiuti,
da Caixa D'Água, do Formiga, do Dendê, do Bateau Mouche,
de Vigário Geral, dos Prazeres, Conjunto Residencial Fumacê
em Realengo, Conjunto Residencial Cidade de Deus e outras tantas não
mencionadas do Complexo do Alemão, do Complexo da Maré,
do Complexo de Acari, do Complexo do Urubu, etc.
Imaginem ainda que têm as favelas e complexos de São Paulo,
Minas, etc; visitem para variar a rotina; hajam correntinhas de senhoras,
hajam bicicletas, hajam toca-fitas, hajam tênis, hajam ... |
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