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esta, tinha como projeto original, copiar a São Gabriel de Vasco
da Gama, (foto 1 da ilustração acima) que supõe-se
ser a utilizada por Cabral no descobrimento oficial. A réplica
Nau Capitânia não saiu de acordo com o projeto, redundando
em atraso a ponto de não ter sido utilizada nas comemorações
dos 500 anos ou qualquer outro evento que tenhamos conhecimento, encostada
em um estaleiro da marinha no Rio de Janeiro. Foi um fiasco para a Bahia
que teve total apoio financeiro do Governo Federal para essa comemoração
e São Vicente, festejou a data às suas próprias
custas como pôde. Tecnologia da época do descobrimento na
foto 2, interior de uma caravela na foto 3 e um casco em miniatura na
foto 4.
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A
grande estrela das comemorações dos 500 anos do descobrimento
do Brasil será a réplica de um dos 13 navios da frota de
Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 2000, a nau, que será
construída em Valença (BA), vai içar suas velas ornadas
com a Cruz da Ordem de Cristo para navegar até Porto Seguro e lançar
âncora na baía de Santa Cruz de Cabrália.
A bordo estarão 30 pessoas em trajes do século XVI, prontas
a "redescobrir" a Terra de Vera Cruz.
O projeto 1500 - a nau do descobrimento nasceu de uma pesquisa feita pelo
arquiteto português Ivo Gouveia, 44 anos, e pelo biólogo
paulista Marcello de Ferrari, 38 anos, no Arquivo do Tombo e na Biblioteca
da Ajuda, em Lisboa, depósitos dos documentos da colonização.
Lá descobriram que nenhum desenho da frota cabralina sobreviveu.
Foram destruídos no terremoto seguido de incêndio que consumiu
Lisboa em 1755. Não se conhece nem mesmo o nome da nau capitânia
de Cabral. Diante do obstáculo, Gouveia e Ferrari resolveram inspirar
sua nau do descobrimento na São Gabriel, com a qual Vasco da Gama
atingiu a Índia em 1498. Para tocar o projeto, Gouveia e Ferrari
levantaram US$ 2 milhões junto à iniciativa privada.
Começaram a construí-la em junho, nos estaleiros Cefet e
Nicholson, em Valença (BA), que preservam as técnicas de
armação do século XVII e onde foi feita a réplica
da Nina, caravela de Cristóvão Colombo usada no filme 1492
- a conquista do paraíso, de Ridley Scott. Apesar da técnica,
a nau do descobrimento de Cabral será antiga apenas na aparência.
Seu interior estará repleto dos equipamentos da moderna tecnologia
náutica. Fica pronta em dezembro de 1999 e, depois das comemorações
dos 500 anos do descobrimento, vira um museu flutuante navegando do Amapá
ao Chuí.
- US$ 2 milhões serão gastos na construção
da réplica, em tamanho natural. Quando estiver pronta, terá
16 canhões, transportará 30 pessoas e navegará à
velocidade máxima de 10 nós/h (18,5km/h)
CARAVELA
Navio de até 110 tonéis (145t) com dois ou três mastros
NAU
Embarcação de formas arredondadas, com três mastros
e peso superior a 120 tonéis (160t)
DIÁRIO
DE BORDO
Ficha técnica comparativa entre a nau capitânia de Cabral
e a réplica.
Nau Capitânia
330 tonéis
37 canhões
190 homens
Lastros de pedras
Réplica
121,7 tonéis
16 canhões
30 homens
Lastros de chumbo
Peças
e madeiras
Forro do casco - Jaqueira/jataipeva/pau-d'arco
Forro do convés - Jataipeva/pau d'arco
Leme - Jaqueira/sucupira
Mastros - Canduru/pau-de-óleo/sucupira
Quilha - Jataipeva/oiti/pau-d'arco/sucupira
Tábuas do costado - Jataipeva/jaqueira/putumuju
Equipamentos
2 motoresde 250 HP - Radiotransceptor VHF - Ecossonda- GPS localização
por satélite- Navegação por satélite (Sat
Nav) - Computadores de bordo - Equipamento de áudio e vídeo
para filmageme transmissão via satélite e internet.
Desempenho
Área vélica: 485 m2
Velocidade a motor: até 10 nós (18,5 km/h)
Velocidade a vela: em média 5 nós (9,2 km/h)
Singradura (espaço percorrido em 24 h): 68,5 milhas (126,8 km) |
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