NO ANO DE
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SANTOS - SP
 

Excelente filme futurista estrelado por Charlton Heston e ao nosso ver, o que mais se parece com o que nos espera para tal época.
Em 2020, no filme, as ruas eram abarrotadas de sucatas, lixo, amontoados de pessoas que não tinham moradia, emprego, alimento, modo de sobrevivência.
Diariamente, máquinas e caminhões da época, recolhendo amontoados de gente morta que, posteriormente, eram usinadas, recicladas, transformadas em pastilhas de alimentos para pessoas vivas.
Uma pequena elite do "sistema" e os governantes, viviam afastados da população moribunda e em segurança máxima.
Existia uma solução para os moribundos e desgostosos da vida, era a eutanásia legalizada.
Quem desistia do sofrimento da vida e a aceitava, tinha uma última refeição farta, deitava-se em um lugar muito confortável enquanto em um telão, apareciam imagens maravilhosas do passado; florestas, mares, rios, cachoeiras, animais, pássaros, tudo aquilo que não existia mais na conformidade que era; só em registros e arquivos.
Enquanto assistia àquelas maravilhas, sucumbia lentamente com o delicioso aroma de um gás letal.
Nesse atual mundo globalizado, tudo se faz em nome da competitividade, excelência de resultados, produtividade além da projetada em planta, otimização de custos e, a parte social, nessa evolução, lembrada, mas, nada de contrapartida na mesma velocidade.
Empresas que no passado, às custas de greves de funcionários ou por vontade própria proporcionaram por sua conta ou com baixos custos aos funcionários, benefícios tais como seguros, assistências médicas, transporte, alimentação, etc., se não for em atividade de monopólio, estão é totalmente vulneráveis à concorrência.
Hoje, automatiza-se praticamente tudo. Um exemplo, a compra de um filme fotográfico em uma loja:
-Antes,
- a "balconista" atendia e emitia uma notinha;
- a " caixa" recebia e fazia o registro;
- o " estoquista" baixava do estoque;
- o "comprador" oportunamente, era acionado;
- a "contabilidade" com "várias pessoas" fazia os lançamentos e registros cabíveis;
e assim, sucessivamente.
- Agora,
- pega-se o filme no auto-atendimento;
- a " caixa" passa a leitora ótica no código de barras, e
- a "maquininha" faz "priiiiiiiiiiiiiiiiiiiii" e pronto, todo o resto do processo já está feito; ninguém mais é necessário; todo mundo está desempegado.
Hoje, essa excelência conseguida pela indústria e comércio, já é futurista para a população existente; não houve um controle de natalidade lá atrás e . . . de repente, a população atual, já é uma superpopulação para que essa competição predatória possa sustentar. Aliados a essa situação, têm os problemas de:
- quem tem acima de 40 anos de idade é velho para o mercado;
- quem é novo, por não ter experiência, não é admitido no mercado;
- fartura da oferta da mão-de-obra em geral;
- quem está na faixa de idade produtiva ideal, é demitido em virtude da robotização; então,
está chegando a hora dos presidentes dos países, fóruns do gênero, organismos internacionais, começarem a pensar na legalização da eutanásia porque, apuros irreversíveis, muitas pessoas já estão experimentando.


- Dinheiro que não tem
de onde se ganhar;
- remédio que a aposentadoria (de quem tem )
não dá para comprar;
- morar com os parentes
porque aluguel não dá para pagar
e boa vontade deles para aguentar;
- trabalho, que aparece, sómente
para quem próximo morar
porque o empregador,
também não tem condições de bancar,
e etc.
- despesas familiares que
os ganhos de quem tem,
não conseguem sanar.


Chegar-se-á ao ponto da:
- estagnação total;
- produção sem ter para quem vender;
- poucos poderão comprar achatando o giro do papel-moeda e até o antigo sistema de trocas, acarretando no aumento das necessidades, ou seja,
uma panela de pressão do tamanho do mundo em uma contagem regressiva acelerada.
Nada contra a tecnologia é uma maravilha; entretanto, enquanto é boa, também é nociva. É difícil o equilíbrio porque se desenvolve muito mais rápido que o tempo de controle do nascimento de pessoas, sem contar as já existentes e isso não estava na previsão de ninguém antigamente.

Por outro lado, o dito acima, se não é nada disso, para onde caminhamos ? ? ? ?