FACTOS DE SÃO VICENTE
       

Padre Paulo Maria Hourneaux de Moura, vivinho da Silva, atualmente rezando suas missas na capela N. S. de Fátima no Catiapoã, Rua Piquerobi esquina com Rua Alemanha.



Beato André de Soveral
O primeiro mártir brasileiro
O mártir André de Soveral nasceu em São Vicente pelos idos de 1572 e estava com 73 anos quando se deu o seu martírio em 1645. Seus pais eram portugueses que lhe transmitiram sólidos ensinamentos cristãos. Presume-se que o mártir André de Soveral tenha sido contemporâneo e aluno de Anchieta, um dos primeiros jesuítas, e que ainda tenha estudado no “Colégio dos Meninos de Jesus”, fundado por Leonardo Nunes.
Deve também ter sido batizado na Matriz de São Vicente Mártir, onde recebeu os primeiros sacramentos e sua primeira Eucaristia. Por motivos desconhecidos, deixou a Companhia de Jesus, se tornando Padre Secular, quando foi para o Rio Grande do Norte, em Natal. Foi trabalhar em Cunhaú, na Capela de Nossa Senhora das Candeias (nome da nau de Martim Afonso de Sousa, na qual veio para São Vicente). E foi lá, na região, que Soveral encontrou o martírio e a morte, que se deu durante o domínio holandês, quando se criou um clima de verdadeira perseguição religiosa por parte do governo flamengo ligado à Igreja Cristã Reformada Calvinista.
Cunhaú, como centro econômico de grande importância, foi alvo das atenções e dos ataques holandeses. No dia 15 de julho de 1645, chegou, a Cunhaú, Jacó Rabe, um emissário das autoridades holandesas sediadas no Recife. Este era um alemão a serviço dos holandeses, e dizia-se portador de uma mensagem do Supremo Conselho Holandês do Recife aos habitantes de Cunhaú.
No dia seguinte, 16 de julho, um domingo, aproveitando a presença de um grande número de colonos na Igreja, para a missa dominical celebrada pelo Pároco, Padre André de Soveral, Jacó Rabe, mandava afixar nas portas da Igreja um edital, convocando todos para ouvirem as ordens do Supremo Conselho, que seriam dadas após a missa. Muitos compareceram, mas uma chuva providencial, caída naquela manhã, impediu que o número fosse maior.
Chegou a hora da missa. Os fiéis, em grupos de famílias ou de amigos, se dirigiam à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Levados apenas pelo desejo de cumprir o preceito religioso, não portavam armas, proibidas pelas autoridades holandesas. Na Igreja havia apenas alguns bastões, que estavam encostados nas paredes do pórtico.
O Padre André de Soveral inicia a celebração. Após a elevação da hóstia e do cálice, erguendo o Corpo do Senhor para a adoração dos presentes, e a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da Igreja e se deu início à terrível carnificina. Foram cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, tomadas em surpresa e indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos Tapuias e Potiguares.
Ao perceber que iam ser mesmo sacrificados, os fiéis não se rebelaram. Ao contrário “entre mortais ânsias se confessaram ao sumo sacerdote Nosso Senhor Jesus Cristo, pedindo-lhe cada qual, com grande contrição, perdão de suas culpas”, enquanto o Padre André estava “rezando apressadamente o ofício da agonia”. Os primeiros ataques ao venerando sacerdote André de Soveral partiram dos Tapuias. O Padre, porém, falando a língua dos indígenas na qual era bem versado, exortou-os a não tocar na sua pessoa ou nas imagens e objetos do altar, sob pena de ficarem tolhidas as mãos e as partes do corpo que o fizessem. Os Tapuias recuaram receosos, mas os Potiguares não deram importância às palavras do sacerdote, arremetendo contra o ministro de Deus e “fazendo-o em pedaços”. O autor da façanha foi o “principal” dos Potiguares, Jererera, que, empunhando uma adaga, feriu de morte André de Soveral.
Segundo relatos da época, “os índios tiravam as entranhas, depois de cortar as cabeças, pernas e braços de suas vítimas”.
Este foi o perfil de André de Soveral, herói e mártir de Cunhaú, cujo processo de beatificação o Santo Padre João Paulo II, no dia 17 de dezembro de 1998, assinou. A festa pela beatificação ocorreu no dia 5 de março de 2000. O Santo Papa fixou o dia 3 de outubro, de cada ano, como o dia do Beato André de Soveral.
Com isso, São Vicente se transformou, além de “célula-mãe” da brasilidade, em também “terra-mãe” de um Mártir, o 1ª do Brasil, Beato André de Soveral.
FONTE : Boletim do IHGSV



PREGUIÇOSO, APENAS NO APELIDO:
Como surgiu, o vocábulo calunga? "Calungas, são chamados, os nascidos em São Vicente".
O vocábulo"Calunga" sempre foi, como tantos outros, uma esfinge etimológica, eternamente à espera de alguém que a decifrasse. À falta de conhecimento da sua origem limitavam-se os estudiosos e os dicionaristas a lhe conhecer o sentido social, permanecendo no ar aquela pergunta e mais outra: "por que teria sido ele aplicado ao povo de São Vicente?".
"Calunga", entretanto, é uma dessas vozes que, por simples comodidade, a exemplo de "vatapá", "munguzá" e tantas mais, foram declaradas, pura e simplesmente, africanas, trazidas para o Brasil por escravos durante os séculos 18 e 19.
A falta de curiosidade em relação ao árabe e ao hebráico - duas grandes línguas primitivas, influenciadoras e geradoras de tantos dialetos, foi certamente a razão da existência desses enigmas lingüisticos.
O árabe possui duas formas de sons muito semelhantes e de significados pouco diferentes: KaLLa - cessar de falar, de ver, de movimentar-se - e QuaLLa - indolente e moleirão.
Uma dessas raízes produziu o apelido "Calú", que em português se traduziu por "o sossegado".
A uma daquelas raízes citadas - KaLLa e QaLLa - juntaram o indeterminativo árabe "UN", mais a particula "GA", que corresponde a GAIN árabe, 19a letra do alfabeto, partícula que, aglutinada aos vocábulos, dá a idéia de "prender, agarrar, segurar".
Assim se formou o vocábulo CALUNGA ou QaLL'UN'GA, com o significado de quietão, que se prende a um lugar e quer descansar.
O vocábulo foi aplicado primeiro como apelido, pelos próprios africanos ou escravos moços aos mais velhos, que já estavam sem o vigor da mocidade. Depois foram os filhos dos senhores que passaram a adotar o apelido para se referirem aos escravos mais alquebrados.
Mas por que teria esse apelido se estendido até São Vicente?
O caso não é novo. Há varios tipos que acabaram se incorporando ao dia-a-dia de outras localidades. Exemplo disso é o apelido "carioca", dado à "Casa de Pedra", que Martim Afonso construiu em 1531, no Rio de Janeiro, à beira da atual praia do Flamengo, onde deixou vários degradados e judeus.
Já o apelido "caiçara" foi utilizado pelos índios revoltados ao se referirem aos colonos portugueses de Martim Afonso, que realizavam queimadas na floresta sagrada ("Cai"-queimada - e "Çara" - aquele que realiza ou faz).
Fonte: Boletim do IHGSV




Fim da escravidão leva negros idosos a São Vicente.
De 1833 em diante, com o fim da escravidão, verificou-se em Santos a existência de aproximadamente 4 mil negros. Só o famoso Quilombo de Jabaquara, abrigava cerca de 3 mil, podendo-se calcular-se em 1.000 os que estavam distribuídos pelas famílias abolicionistas. Uma parte destes voltou para o interior; outra ficou em Santos com seus antigos senhores ou agregada a novas famílias, a pagamento, pela casa ou pela comida. Uma terceira parte, porém, procurou liberdade total, emigrando para onde havia mais abrigo natural e solidão. Foi assim que São Vicente se encheu de ex-escravos, principalmente dos mais idosos, de espírito mais rebelde, pois a cidade era apenas um pequeno núcleo concentrado junto ao morro dos Barbosas, junto das fontes e do mar, ou junto do velho Porto do Tumiarú. Assim, ao final do século 19, São Vicente abrigava os negros mais velhos que existiam em toda a região e tornou-se o refúgio dos "calungas", dos mais idosos, dos mais sofridos pela escravidão, daqueles que buscavam a tranquilidade comendo seu peixinho com farinha, felizes, em liberdade, cachimbando, sentados à sombra dos jambolões e das pitangueiras. Os "calungas" vicentinos eram daqueles que procuravam a paz.
Fonte: Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente




EX-PREFEITOS DE SÃO VICENTE CONFORME CONSTAM NO MURAL DA PREFEITURA

José Gonçalves de Aguiar, 1835
Manoel Jacinto Assumpção, 1842
Antonio Gonçalves Nobre, 1845 a 1849
Luiz Marcelino de Azevedo, 1850
João Marcelino de Azevedo, 1876
Fernando J. Augusto Bittencourt, 7/1/1877
Cel. José Lopes dos Santos, 30/6/1877
Cap. Gregório Inocêncio de Freitas, 7/1/1887
Antonio Lima Machado, 1878-1887 e 1889-1902
Ten. Cel. Gil Alves de Araújo, 1891
Julião Leocádio Neiva de Lima (Julião Caramuru), 1893
Joaquim Dias da Silva, 1897
Antonio Emmerick, 1894-1895 e 1895, 1897, 1898
Herman Reipert, 1899
Salvador Malaquias Leal, 1904 a 1905 e 27/5/1916
Cap. Antão Alves de Moura, 1906 a 1913 e 9/2/1915
Teotônio Gonçalves Corvelo, 5/5/1914
João Francisco Bensdorf, 13/2/1917
Cap. José Meireles, 23/10/1917 a 1928 - 23/10/1928 a 1930

Ten. Antonio de Andrade, 24 a 29/10/1930
Antonio dos Santos Barbosa, 30/10 a 22/12/1930
Durval de Andrade e Silva, 22/10/1930 a 9/4/1931
Dr. José Monteiro, 10/4/1931 a 19/5/1938 - 1/1/1948 a 31/12/1951
Rodolpho Mikulasch, 19/5/1938 a 31/7/1941
Oswaldo Russomano 31/7/1941 a 2/8/1941
Polydoro de Oliveira Bittencourt, 2/8/1941 a 1945
Dr. Lino Vieira, 27/11/1945 a 25/3/1947
Dr. Álvaro Assis, 12/4/1947 a 30/11/1947
Luiz Beneditino Ferreira, 1 a 31/12/1947 e 1/1/1956 a 31/12/1959
Dr. Charles A. S. Dantas Forbes, 1/1/1952 a 31/12/1955 - 1/1/1964 a 20/4/1966
Dr. José de Toledo Noronha, 20/1/1954 a 3/3/1954
Eng. Roberto Andraus, 1/1/1960 a 15/4/1961
Orlando Intrieri, 15/4/1961 a 31/6/1963
Prof. Jonas Rodrigues, 31/6/1963 a 31/12/1963 e 1/12/1969 a 31/1/1973
Dr. Lincoln Feliciano da Silva, 20/4/1966 a 20/12/1967
Ten. Cel. Jorge Conway Machado, 20/12/1967 a 31/1/1969
Eng. Jorge Bierrenbach Serra, 1/1/1973 a 31/1/1977
Dr. Koyu Iha, 1/12/1977 a 31/1/1981
Sebastião Ribeiro da Silva, 1/12/1983 a 31/12/1988
Eng. Antonio Fernando dos Reis, 1/2/1982 a 31/1/1982 e 1/1/1989 a 31/12/1992
Luiz Carlos (Luca) Pedro, 1/1/1993 a 31/12/1996
Márcio Luiz França Gomes, 1/1/1997 a 31/12/2004



A internacional Ilha Porchat

Antes mesmo da chegada de Martim Afonso de Sousa a São Vicente, a Ilha Porchat já era conhecida por aventureiros e navegantes, e devido à sua localização, segundo o pesquisador Jaime Caldas, no início da colonização se transformava numa vigia da barra vicentina, uma vez que as matas abrigavam e ocultavam as sentinelas avançadas. Quando da invasão de Santos pela armada de Joris Van Spillbergen, em 1615, a Ilha Porchat foi considerada como área fora de cogitação pelos invasores.
No fim do século XVIII, conforme alguns relatos históricos, a ilha teria sido adquirida por um português tido como mudo, razão por que chamaram-na de Ilha do Mudo. Mas alguns historiadores dizem que o nome certo seria Ilha do Mude (marco), e que com o passar do tempo foi deturpado para Mudo.
Em 1812, um colono português adquiriu a ilha e denominou-a Ilha das Cabras, mas o local continuou com o nome primitivo Ilha do Mudo, sendo que as primeiras edificações de pedra tiveram início por volta de 1870. Anteriormente, só apresentava construções de taipa ou pau-a-pique.
Cassino - Victorino Porchat, que teria sido o primeiro faroleiro da Ilha do Mudo, numa das primeiras construções de pedras instalou a casa de verão de sua família, sendo que posteriormente nessa construção foi criado o Grande Cassino de Jogos e Diversões. Em 1902, abelha passa a ter um novo dono: Comendador Manoel Alfaya Rodrigues, mas o nome continuou Ilha do Mudo e Ilha Porchat. O cassino já fora desativado e somente no início da década de 40 foi reconstruído pela família Fracarolli, dando um grande avanço na indústria do turismo. Na parte da ilha comprada pela família Fracarolli foram instalados os famosos cassinos, que tornaram conhecida internacionalmente a Ilha Porchat.
A ponte - Em razão disso, para facilitar o acesso aos freqüentadores dos cassinos, houve a necessidade de construção de uma ponte ligando a Ilha Porchat à Ilha de São Vicente, deixando de ser uma ilha.
Loteamento - Com o fechamento dos cassinos em 1946, pelo então Presidente da República, Marechal Eurico Gaspar Dutra, a Ilha Porchat deixou de ser uma atração turística. Com isso, José Fracarolli Sobrinho resolveu lotear a propriedade, transformando-a em bairro de luxo, com porteira, acesso controlado, construção de bares, restaurantes e prédios de até três andares.
FONTE: Boletim do IHGSV



Porquê São Vicente não possui uma história concreta

A história de uma cidade é baseada no que está documentado. Muitas das cidades do nosso país têm uma história concretizada, porque possuem hoje seu material para servir de base à escrita histórica. Já com a cidade de São Vicente não acontece a mesma coisa. Por motivos diversificados, perderam-se por várias épocas, documentos importantes que confirmariam hoje suposições e tirariam dúvidas de diversos historiadores e pesquisadores. Aqui estão relacionados os ocorridos que sabemos.
Em 1536, Mosquera, invade a vila de São Vicente para saquear e, entre outros ocorridos, levou o livro de Tombo da cidade, onde eram registrados e arquivados os acontecimentos da povoação.
Outro desastre foi em 1542, quando houve o primeiro maremoto que cobriu a vila de São Vicente, e neste foram destruídos por completo os registros civis e também paroquiais.
Depois destas duas ocorrências, começou uma nova organização do arquivo, juntando o que havia restado das duas ocorrências, catalogando com os que vinham surgindo.
Não tardou muito, e em 1591, o famoso pirata Thomas Cavendish, invade as vilas de Santos e São Vicente, ateando fogo ao que via pela frente, e mais uma vez não foram poupados os registros que haviam da cidade e queimou-se toda a documentação histórica disponível.
A partir deste ataque, a ilha de São Vicente foi fortificada para não ter maiores surpresas.
Então, um Juiz Ordinário da vila, de nome Manuel Vieira Colaço, responsável pelo cartório vicentino (que ficava na câmara), teve um acesso de loucura por lhe ter sido recusada a mão em casamento de D. Margarida Carvalho da Silva, ateou fogo aos livros de tombamento da cidade e em papéis antigos importantes. Segundo relatos da época, o fogo ficou ardendo durante três dias.
Anos depois deste ocorrido, outro secretário (do qual não se sabe o nome), responsável por mesmos documentos, e que era fogueteiro de profissão, não teve dúvidas em começar a utilizar os documentos sob sua guarda, no fabrico de bombas e foguetes, e, por mais uma vez, se perderam os registros de uma fase da história da primeira Vila do Brasil.
Mas, apesar de todas essas catástrofes, ainda restaram alguns documentos do passado de São Vicente. Só que pouquíssimos estão na própria cidade. Encontramos muitos deles em outros locais como Santos (Diocese), na Europa (Torre do Tombo em Portugal), no Instituto Histórico de São Paulo, na Biblioteca Nacional e em diversas localidades. Além de, infelizmente, muitos estarem nas mãos de particulares, que negam a verificação e o estudo de tais.
FONTE: Boletim do IHGSV - por Paulo Ricardo Vieira
Comentário do responsável por este site sobre o escrito acima:
As pessoas que detém documentos e fotos da nossa história deveriam torná-los públicos pois não tenho conhecimento de alguém que tenha ficado milionário ou mesmo rico com essa prática. Posteriormente, quando o detentor dos documentos morre, seus herdeiros fatalmente tocarão fogo ou jogarão no lixo coisas que para eles têm a menor utilidade, e assim vai a história...



São Vicente teve moeda de ouro

São Vicente - o Mártir da Igreja Católica - foi cunhado pela Dinastia de Avis, em moedas de ouro, em Portugal, cuja capital, Lisboa, já era padroeira, no século XVI.
A primeira moeda ”São Vicente” foi cunhada com efígie do Santo, em Lisboa e no Porto, mas foi destinada a São Vicente, Primeira Vila e Primeira Paróquia do Brasil.
Esta moeda foi lavrada pela lei de 10 de junho de 1555, consubstanciada nos termos do Alvará de 26 de julho, do mesmo ano, o qual determinou que fossem feitas duas sortes de moedas de ouro, com os seguintes valores nominais - um mil reis e quinhentos réis, respectivamente os valores dados aos “São Vicente” e meio “São Vicente”, cunhados em ouro de 21-1/8 quilates e destinados a circular no Brasil, mas teve circulação internacional, muito apreciada.
Foi a primeira moeda de ouro que aqui circulou. O “São Vicente” somente foi lavrado no Reinado de Dom João III (1521 - 1557), e reproduzido no governo de Dom Sebastião (1557 - 1558 ), sendo que este mandou acabar com esse cunho para que essa moeda não fosse mais fundida, embora mantivesse sua circulação.
Dom João IV determinou o recolhimento de “São Vicente”, pelo Alvará de 26 de julho de 1642, mandando pagar pelo “São Vicente”, mil trezentos e oitenta réis. Posteriormente, pela ordem de 14 de janeiro de 1645, estipulou o preço de mil e novecentos réis pelo “São Vicente”. Já recolhido, mas ainda encontrado em isolada circulação.

FONTE: Boletim do IHGSV



De rio Sapeiro para rio Sapateiro

Um estreito córrego, com suas inúmeras ramificações corta, desde as imediações da rua Frei Gaspar, junto à vidraçaria Santa Marina, longitudinalmente, a cidade, vindo desaguar no mar ao lado do Monumento do IV Centenário da Fundação da Vila de São Vicente.
Até o final do século XIX, talvez em função do elevado número de batráquios que povoavam suas águas e margens, ele ficou conhecido como Rio dos Sapeiro. Esse antigo Rio Vicentino nascia nas imediações da Av. Capitão-Mór Aguiar e atravessava o centro da cidade, com várias ramificações, hoje canalizadas, atravessando as ruas Visconde de Tamandaré, Campos Salles e Ipiranga em direção à rua XV de Novembro e as praças João Pessoa e 22 de Janeiro (hoje Ypupiara) a qual atravessava em superfície para desaguar na baía vicentina, junto ao Marco Padrão (Monumento Comemorativo do IV Centenário da Fundação da Vila de São Vicente).
Ocorre, porém que, às suas margens foi instalada a 1ª oficina de consertos de calçados da cidade, de propriedade do Ernesto Intrieri, figura muito conhecida e estimada na São Vicente antiga.
Assim sendo, não demorou muito para a pequena população da cidade alterar o nome do riacho de Sapeiro para Sapateiro, em função das atividades profissionais exercidas pelo prestante cidadão Ernesto Intrieri, denominação, aliás, que permanece até os dias de hoje.
FONTE: Boletim do IHGSV

 

Pedra dos Ladrões
Era um bloco de pedras formado pela ponta do morro do Itararé, que avançava até a praia. Essa ponta foi seccionada para a construção da Ferrovia da Estrada de Ferro Santos-Juquiá, em 1910. Depois, novamente cortada para a passagem do bonde que ligava Santos a São Vicente.
Ainda não existia a via de acesso para veículos. Segundo contavam antigos moradores, alguns ladrões costumavam se esconder entre as pedras que foram seccionadas e junto às quais passava o bondinho de tração animal, o qual, com facilidade, era interceptado pelos ladrões, que, rapidamente saqueavam os passageiros, levando relógios, dinheiro, anéis e demais pequenos pertences de valor.
Essas remanescentes pedras da antiga ponta do morro Itararé ficaram sendo conhecidas como a legendária “Pedra dos Ladrões”, e assim chamadas por dezenas de anos, até serem totalmente removidas, destruídas por dinamite, para a passagem da 2ª via da avenida, junto à faixa de jundu, cuja obra foi iniciada pelo então prefeito José Monteiro, no início de 1950, ligeiramente continuada pelo Prefeito Charles Alexander de Sousa Forbes, em 1965, e finalmente construída, alargada e asfaltada pelo Prefeito Jonas Rodrigues, em 1972, hoje Av. Ayrton Senna (Tapetão).
Diz a história que a Capitania de São Vicente terminava na projeção de uma ponta de pedra de morro que avançava praia adentro. Uma dessas pontas seria a do morro do Itararé (Pedra dos Ladrões), a outra, seria a ponta de pedra que avançava até a praia do José Menino, bem na curva, atual divisa entre Santos e São Vicente.
Não se sabe efetivamente se uma das duas pontas de pedra servia de divisa entre as duas Capitanias - São Vicente e Santo Amaro. Parece-nos mais provável que a divisa possa ter sido a ponta do Itararé, em razão do oceano chegar até o morro em toda a extensão da praia durante o século XVI, fato comprovado pelo achado do fóssil de uma baleia, no início da década de 90, junto à linha férrea próxima ao morro, a uma profundidade de aproximadamente 6 metros.
FONTE: Boletim do IHGSV



Avenida Antonio Emmerich

É uma das vias públicas mais importantes e das mais antigas de São Vicente. Ela foi aberta como antigo caminho para o “Trem a Vapor” dos Emmerich, que ligava São Vicente ao município de Santos em 1885, construído em grande parte sobre o aterro elevado que atravessava a extensa área de mangue.
Posteriormente a Companhia City adquiriu a concessão dessa linha instalando os primeiros Bondes Elétricos, então chamada como “Linha 1”, Via Matadouro (seria a primeira linha de bondes elétricos e por isso recebeu como referência o nº 1 em 1919).
Nessa área, a primeira grande ocupação foi do Clube Germânia, cuja sede, quadra de esportes compreendia a extensão hoje ocupada pelo Quartel do 2º BC (o Brasil resgatou essa área como indenização de guerra, pelo afundamento de vários navios mercantes brasileiros, pelos alemães, em 1942.) Seu primeiro comércio se instalou entre a Praça 1º de Maio e a Praça da Bandeira.
De um simples caminho aberto, inicialmente, por trechos, a via carroçável só foi aberta, em faixa estreita, com piso de macadame, na década de 1920, acompanhando sempre o trilho do bonde nº 1. Na década de 30 foi calçada com paralelepípedos, no trecho inicial até a Vila Melo e, alguns anos depois, em toda a sua extensão, interligando Santos a São Vicente, com uma única pista.
A segunda via foi aberta nos anos 40, mas interrompida na linha férrea da E.F.S. em razão da diferença de nível, sobre o qual existia um pontilhão de madeira para a passagem de um veículo por vez. Na gestão do prefeito Jonas Rodrigues, 1963, foi construída a ponte de concreto, permitindo o acesso às duas pistas, a partir dessa data, aberta e asfaltada até a divisa Santos. Pela linha 1de bondes, como era chamada, transitava também o bonde “R” (rápido), que saía às 12 horas da Praça dos Andradas e terminava na Estação dos Bondes, junto à Praça Barão do Rio Branco, em São Vicente. Esse bonde não fazia nenhuma parada no percurso e era destinado aos vicentinos que trabalhavam em Santos e vinham almoçar em suas casas.
Em 1939 instalou-se a sede e campo do Clube Hípico de Santos-São Vicente, recentemente desativada (dará lugar a um hipermercado). Na década de 40 surgiu o loteamento da Vila Melo, na década de 50 pelo Jardim Três Estrelas, pela Vila Cascatinha, Jardim Guaçu, Jardim Paraíso, Vila São Jorge, Vila Valença e Jardim Independência. Hoje é uma das mais valorizadas áreas comerciais da cidade, já dispondo da sua Câmara de Dirigentes Lojistas. Conta com alguns bancos, com uma agência de atendimento da Cia. de energia elétrica, uma agência da Sabesp, um posto médico do INSS, dois supermercados, duas emissoras de TV e grande comércio de veículos.
No morrote do 2ª Batalhão de Caçadores (Batalhão Martim Afonso, foi erigida uma estátua do Cristo Redentor.
O nome da avenida - Antonio Emmerich, é uma homenagem ao prestante cidadão vicentino, precursor da primeira fase de seu desenvolvimento. Nasceu no ano de 1844, vindo a falecer em 1916.
FONTE: Boletim do IHGSV



LEMBRANÇA DOS BONDES ELÉTRICOS

Dia 28 de abril de 2005 serão completados 96 anos da circulação do primeiro bonde elétrico entre Santos e São Vicente. A viagem inaugural começou às 10 horas na Rua São Leopoldo esquina com São Bento em Santos, passou pela Avenida Ana Costa, praia do José Menino, praia do Itararé e terminou no porto Tumiaru (final da Av. Capitão-Mór Aguiar em São Vicente).
Os bondes elétricos da City of Santos Improvements Co., sucederam os bondes puxados por burros que duraram de 1873 a 1909. A etapa seguinte, em novembro do mesmo ano, foi a implantação de um outro tipo de veículo: os bondes ainda tinham tração animal, mas corriam sobre trilhos de ferro tornando as viagens mais rápidas e confortáveis. A empresa que implantou o sistema era de Jacob Emmerich e Henrique Ablas, que, em 28 de outubro de 1875 fizeram mais uma inovação: uma linha de bitola larga entre Santos e São Vicente. No trecho final da viagem (hoje Av. Antonio Emmerich), os burros eram substituídos por máquinas a vapor.
A primeira linha urbana de bondes em São Vicente foi inaugurada em 1902 por João Éboli. Três anos depois, a Câmara autoriza a Cia. Carril Vicentina a explorar uma linha de bondes de tração animal entre o porto Tumiaru e o José Menino.
Casamentos e enterros - O uso do bonde estava tão disseminado nessa época que havia bondes especiais.Os destinados a festas e casamentos eram enfeitados com cetim branco, flores de laranjeira e eram puxados por parelhas de cavalos normandos. Para os enterros, os carros levavam crepe negro e eram conduzidos por duas ou três parelhas de cavalos também, negros, empenachados e cobertos por xaréus. Haviam ainda bondes destinados ao transporte de cargas, encomendas e o bonde socorro para acidentes.
FONTE; Boletim do IHGSV

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SÃO VICENTE - CIDADE MONUMENTO DA HISTÓRIA PÁTRIA

A elevação de São Vicente à condição única no Brasil de Cidade Monumento da História Pátria foi oficializada através da Lei Federal nº 4.603/65, de autoria do Deputado Athié Jorge Coury, sancionada pelo Presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, a 20 de março de 1965.
Não foi um presente oferecido à “Cellula Mater da Nacionalidade” pelo Congresso Nacional espontaneamente, foi uma conquista árdua, reclamada insistentemente através de quinze anos pela iniciativa de Fernando Martins Lichti, sob a liderança do IHGSV.
Mobilizando todos os segmentos sociais, cívicos, políticos, esportivos, culturais, altruísticos e de serviços desinteressados à cidade, como jamais acontecera em São Vicente.
Foi uma conquista da persistência, pois foram necessários quatro projetos apresentados na Câmara Federal através dos deputados Antonio Feliciano, Lincoln Feliciano e dois do deputado Athié Jorge Coury - todos eles elaborados pelo historiador Francisco Martins dos Santos.
FONTE: Boletim do IHGSV

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PROTOCOLO DA PREFEITURA PRESERVA PASSADO

A pesquisa de antigos documentos públicos reserva preciosidades curiosas.
O Protocolo Geral da Prefeitura de São Vicente, por exemplo, guarda interessantes informações sobre o desenvolvimento da cidade.
Prova disso é o processo de 18 de agosto de 1886, que ali se encontrava arquivado.
De interesse do Sr. Germano Francisco da Costa, o processo é uma proposta para a iluminação da então Vila de São Vicente por meio de “lampejes de kerozene” e como seria a manutenção do serviço.
A proposta foi apresentada na Câmara e continha cinco itens. Regiam o contrato os seguintes termos:
- “A firma fornecerá o kerozene e o vidro que se quebrarem durante o tempo que estiver a cargo do abaixo afirmado”;
- Os lampejes serão acesos ao escurecer e apagados ao toque do silêncio, salvo as noites de lua em que não serão acesos;
- No fim de cada seis meses serão pintados os lampejes, segundo a natureza da pintura que já tiverem levando os referidos lampiões;
- A Câmara pagará enquanto existir o mesmo número de lampejes a quantia de cento e sessenta e cinco mil reis por três meses;
- As avarias que possam sofrer os lampiões devido à força maior não correrão seus consertos por conta do abaixo afirmado.
FONTE: Boletim do IHGSV.
A pessoa citada acima, Sr. Germano Francisco Costa, era bisavô do autor deste site.

O BAIRRO DA VILA VALENÇA
A primeira pesquisa sobre a Vila Valença, bairro nobre de São Vicente, levou-nos ao ano de 1848, quando foi aberto o testamento e iniciado o inventário de José Francisco Valença, falecido na Corte do Imperador, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de abril de 1847.
José Francisco Valença era português, natural da Vila Nova da Silveira da Província do Minho. Filho de João Barbosa Ratto e Maria Magdalena. Nunca foi casado. Não deixou descendentes.
Era proprietário do Sítio Itararé constituído de uma casa coberta de telhas “arvoredo de espinho e terras” que para a parte da Vila de São Vicente divide-se com o rocio da mesma vila; do outro lado, com o Sítio Voturuá; pelo outro lado, com o Sítio Embaré, de José Honório Baino e pelo lado da praia, com o mar grosso. José Francisco Valença, por testamento, deixou seus bens para Margarida Ignez do Amparo, nestes termos:
“Declaro que há muitos anos vive em minha companhia, Margarida Ignez do Amparo, a qual sempre me tem tratado com muita amizade, paciência e carinho, em todas as minhas moléstias, em conseqüência do que é minha livre e espontânea vontade que ela dita Margarida, seja por minha morte, herdeira de todos os bens...”
Dentre esses bens são designados, por seus nomes, seis escravos: Benedito, de Benguela; Antonio, de nação Calunda; João criolo; Antonio, nagô e Luzia, nagô. O usufruto de uma casa assombrada, de duas portas, na Rua Meridional “desta cidade”, (provavelmente Santos).
Por testamento, José Francisco Valença, instituiu sobre o sítio, a figura jurídica do fideicomisso.
Por estipulação de última vontade indicou dois herdeiros sucessivos: a primeira herdeira, ou fiduciária, foi Margarida Ignez do Amparo; a segunda, a fideicomissária, foi a Santa Casa de Misericórdia de Santos que, após o falecimento da fiduciária, incorporou ao seu patrimônio o Sítio Itararé. A Santa Casa de Santos fez o loteamento e criou a “Vila Valença” na década de 1950.
O inventário de José Francisco Valença foi processado perante o Juízo de Santos, historicamente, a 6ª Comarca da Província de São Paulo.
Pesquisas a serem feitas: Quando e por que José Francisco Valença veio para o Brasil ?
O que fazia na Corte do Imperador ?
Lafayette Pacheco era o serventuário vitalício do Cartório do 1º Ofício. Há que se pesquisar quais era, em 1848, as terras de rocio (terras públicas municipais) ?;
de quem era o Sítio Voturuá ?;
quem foi José Honório Baino, dono do Sítio Embaré ?
Margarida Ignez do Amparo deixou descendentes ?
Os escravos deixaram descendentes ?
FONTE: Boletim do IHGSV - por Antonio Teleginski

O CURTUME CARDAMONE
O velho curtume de São Vicente, localizado na av. Tupiniquins, 727, foi construído pouco antes de 1914, pela família Cardamone. O lugar abrange uma área de 69 mil metros quadrados, dos quais 3.200 são de área construída.
Composta por um conglomerado de casas, com destaque para a construção central, sede da indústria, um imponente prédio branco com janelas verdes, entre as árvores e a encosta do Morro de Paranapuan, pode ser visto por quem passa pela av. Tupiniquins. O curtume continua atraindo a atenção!
Para se chegar à sede da antiga empresa havia um longo caminho a ser percorrido. Depois, a grata surpresa de ver as casas que serviam de morada aos antigos funcionários, no mesmo padrão de pintura do edifício principal, construídas para agilizar a produção, facilitar a vida dos funcionários e propiciar um melhor inter-relacionamento das famílias. Foram também construídos, para lazer dos trabalhadores, um campo de futebol e a sede de um clube esportivo.
O curtume Cardamone funcionou em São Vicente por cerca de 60 anos. Durante esse período, chegou a empregar 400 funcionários. Seus produtos eram comercializados em todo o mundo e, numa exposição na Alemanha, recebeu o couro produzido no curtume o título de melhor do mundo.
Porém com a desativação do matadouro de gado em Santos, o estabelecimento entrou em fase de decadência devido à escassez de matéria-prima.
Desde 1991 os locatários da área deram início ao processo de recuperação do local, começando, obviamente, pela sede principal. O proprietário desde 1978, Carlos Farina, que faleceu em 16/2/91 na cidade de Jundiaí, sempre demonstrou interesse na preservação não só dos prédios como também da maquinaria. Com sua morte, porém, os imóveis deixaram de receber a manutenção necessária e se encontram bastante deteriorados.
Hoje a área está tombada pelo Parque Estadual Xixová-Japuí, através do artigo 22, Decreto-Lei 25.341/86.
FONTE: Boletim do IHGSV

 






 

 

 

 
 
OURO
RELÓGIOS
BRILHANTES
ANTIGUIDADES
CAUTELAS DA CEF
AVALIO
COMPRO
0800
77 07 997

SANTOS - SP
 
                     
                 
                     
           
                     
 
As fotos das moedas abaixo não estão linkadas. Tenho em arquivo as imagens no tamanho de 1528 x 1536 pixels.

As imagens S. Vicente e Meio S. Vicente, foram tiradas da obra de Alberto Gomes e António Miguel Trigueiros, "Moedas Portuguesas na Época dos Descobrimentos: 1385-1580", Lisboa, 1992.
Essas imagens foram enviadas de Lisboa por Margarida Ramos a quem deixo aqui registrado os agradecimentos.
   
     
 

TRANSCRIÇÃO: Da grande reforma da moeda de ouro e de prata ordenada a 10 de junho de 1555 nascem moedas de 500 reais na linha dos anteriores cruzados, mas com 3,82 gramas de peso e 921,9 milésimas - e novos 1000 reais, duplo daquele.
Conhecidas por São Vicentes, foram cunhadas em Lisboa (L) e no Porto (P) até 1560, sendo moedas muito apreciadas na circulação internacional, onde gozaram de grande prestígio até ao final do século.

Os diâmetros dessas moedas eram em torno de 18-19mm

 

   
     

TRANSCRIÇÃO: A veneração dos reis de Portugal ao Santo Padroeiro da cidade de Lisboa, assume expressão numismática neste reinado, com a homenagem da sua figuração nestas moedas, cujo desenho renascentista é da autoria de António e Francisco d'Holanda.
De notar, em particular, o diferente posicionamento do início das legendas nas duas faces destas moedas: no anverso, à direita da coroa; no reverso, à esquerda do exergo.
Neste exemplar do Porto, o abridor dos cunhos não conseguiu interpretar a excelência do desenho, que aqui aparece muito caricato, comparado com os de Lisboa.

Por ocasião das comemorações dos 500 anos do Brasil, pela Prefeitura de São Vicente e do Banco do Brasil, foi realizado trabalho com este distribuindo aos seus correntistas em um estojo, uma réplica em tamanho grande da moeda São Vicente.
Na face chamada coroa, a frase: "IOANES: III R: PORTVGA" (JOÃO III REI DE PORTUGAL), orlado por cercadura granulada, ao centro o escudo real coroado prolongando-se até a borda superior, ladeado pelas letras P e O.
Na face chamada cara, a frase: "ZELATR : FID EI: VSQVEAD" (DEFENSOR DA FÉ, ATÉ A MORTE), orlado por cercadura granulada.
Nesse trabalho créditos para as fontes: Moedas Portuguesas da Época dos Descobrimentos - 1385/1580; Noções de Numismática Volume III - Numismática Brasileira Brasil Colônia e foi realizado por Amauri Alves, Carlos Fabra, Cecília Peralta e Leandro Rodrigues.